Edição 27 – Junho/2012

300 anos depois de Simón Bolívar iniciar o processo de libertação da América Latina do domínio espanhol, Sergio Pérez e Pastor Maldonado dão início a uma nova revolução hispânica, mas desta vez, na F1. Após uma temporada e meia na categoria mais cobiçada do automobilismo mundial, os jovens pilotos, outrora taxados como meros pilotos pagantes, começam a mostrar que são merecedores de estar no concorrido grid e já conquistaram grandes resultados, como os dois pódios de ‘Checo’ — na Malásia e no Canadá — e a incrível e não menos improvável vitória de Maldonado em Barcelona. Mas tudo isso não aconteceu por fruto do acaso, muito pelo contrário.

A Revista WARM UP, edição 27, traz uma reportagem completa, assinada por Felipe Giacomelli, Fernando Silva, Renan do Couto e Victor Martins, sobre o que está por trás dos sucessos de Pérez e Maldonado nas pistas. Ambos chegaram à F1 graças a projetos ambiciosos e de longo prazo, que têm o mesmo fim, mas por vias completamente diferentes. Enquanto Sergio, o jovem de Guadalajara, tem o maciço apoio da Telmex, gigante das telecomunicações de propriedade do bilionário Carlos Slim, Pastor conta com a parceria irrestrita do poder público — leia-se presidente Hugo Chávez — que, por meio da petrolífera PDVSA, banca a carreira do piloto em nome da Revolução Bolivariana.

A reportagem de capa da edição de junho traça também um paralelo com a situação do automobilismo brasileiro. Se antigamente aqui os talentos brotavam em profusão, como no futebol, hoje são pouquíssimos os pilotos que têm a perspectiva de dividir o grid da F1 com ‘Checo’ e Maldonado, por exemplo. Talvez se houvesse no Brasil um projeto como o da PDVSA ou mesmo da mexicana Telmex os rumos do esporte a motor por aqui seriam diferentes. A vizinha Colômbia vive situação semelhante, com seus pilotos, na tentativa de repetir a carreira bem-sucedida de Juan Pablo Montoya, contando apenas com recursos próprios e parcos patrocinadores.

Mas a WARM UP 27 tem muito mais. Em entrevista exclusiva concedida à Evelyn Guimarães, Dr. Dino Altmann, diretor-médico da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo), explicou seu ponto de vista sobre o caso Alceu Feldmann. O piloto da WA Mattheis, tradicional equipe da Stock Car, se recusou a fazer o exame antidoping na etapa do Velopark. A justificativa de Alceu se deu baseada na solicitação da TUE, sigla para Therapeutic Use Exemption — Isenção para Uso Terapêutico, em português. O piloto necessita da isenção por conta do uso de medicamentos proibidos. Dr. Altmann explica que não há como defender Feldmann por conta da recusa. Além disso, o médico também falou sobre as dificuldades em realizar um trabalho antidoping no automobilismo nacional.

Renan do Couto aparece mais uma vez com uma matéria sobre o renascimento de Cascavel. A cidade paranaense, uma das principais praças do esporte a motor nacional e berço da F-Truck, vive uma nova era em 2012, tanto com a reinauguração do Kartódromo Delci Damian como do Autódromo Internacional Zilmar Beux, que voltará a receber os brutos em 5 de agosto e também contará com uma etapa do GT Brasil em novembro. É Cascavel retomando ao cenário do automobilismo depois de vários anos de ausência.

A WARM UP traz a reportagem sobre o ousado e interessante Velo Città, o mais novo autódromo do Brasil. Fagner Morais, novo reforço da WUp e do Grande Prêmio, conheceu o circuito durante a quarta etapa da Porsche Cup e traz a sua primeira impressão sobre o que viu da pista, de propriedade da Mitsubishi e cravada dentro de uma fazenda em Mogi Guaçu, interior de São Paulo. A montadora, que projeta a construção de um kartódromo em breve, quer fazer do complexo, como o próprio nome diz, a cidade da velocidade.

E confira também a seção Contraponto, onde os jornalistas da WARM UP respondem perguntas sobre o automobilismo em geral. E a Click, que fecha a edição de junho, traz belas imagens da Mercedes ‘gaivotinha’ estilo calça jeans, pilotada por Sergio Jimenez e Paulo Bonifácio.

Boa leitura!

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