Edição 41
Agosto/2013

Carta do Editor: Todos são movidos por algo

‘Rush’ não é um oásis no deserto. Não é a partir dele que a F1 vai ganhar mais seguidores aqui no Brasil, ainda mais se no ano que vem não houver brasileiros no grid

FELIPE GIACOMELLI, de São Paulo
rasileiro não gosta de esporte, brasileiro gosta é de ver outros brasileiros vencendo. Atire a primeira pedra quem nunca ouviu essa frase, especialmente com relação à F1, em que desde a morte de Ayrton Senna a categoria perdeu interesse e audiência aqui no país. O famoso “parei de ver quando Senna morreu.”

Mas o filme ‘Rush: No Limite da Emoção’, que estreia nos cinemas de todo o país no dia 13 de setembro, mostra que isso não é completamente verdade. Sem qualquer brasileiro entre os protagonistas da história, o longa-metragem vem criando muita expectativa entre os fãs da F1 e também em quem não acompanha o esporte a motor tão de perto.

A cada novo trailer divulgado, os comentários nas redes sociais se multiplicam, os compartilhamentos de milhares viram milhões e já é impossível dizer quem não curtiu. Tudo isso, repito, sobre um filme sem brasileiros. É automobilismo puro. F1 pela F1.

‘Rush’, porém, não é um oásis no deserto. Não é a partir dele que a principal categoria do automobilismo mundial vai ganhar mais seguidores aqui no Brasil, ainda mais se Felipe Massa perder a vaga na Ferrari e Felipe Nasr não conseguir um posto de titular no ano que vem. Mas o longa é uma oportunidade de os fãs verem que existe algo a mais no esporte, além de torcer pelos compatriotas.

E isso porque a rivalidade entre Niki Lauda e James Hunt nem foi uma das maiores da história da F1. Só para ficar em episódios mais recentes, o que dizer de Lewis Hamilton e Fernando Alonso, que botaram fogo na McLaren em 2007, levando a equipe até mesmo ao banco dos réus em um escândalo de espionagem? Ou então Sebastian Vettel e Mark Webber, culminando na saída do australiano de surpresa neste ano?

Esses dramas somente quem acompanhou a categoria nas últimas temporadas foi capaz de ger de perto. Se daqui a 30 anos esses episódios ganharem a telonas, será ótimo, pois atingirá um público muito maior. Entretanto, caso isso não aconteça, fizemos nossa parte e já vimos e vivemos tudo isso.

De qualquer forma, também não é tão verdade que ‘Rush’ não tem nenhuma participação de brasileiros. Além de Hunt ter substituído Emerson Fittipaldi na McLaren, a REVISTA WARM UP conversou com o diretor do filme, Ron Howard, que revelou o papel de Ayrton Senna na criação do filme, além de ter dado detalhes sobre a prova disputada em Interlagos.

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