Edição 42
Setembro/2013

Grandes Entrevistas: Tom Kristensen

“Você pode ter uma carreira mais longa sem focar apenas em um troféu. Eu amo o que eu faço com as pessoas com quem faço”

RENAN DO COUTO, de São Paulo, com imagens de RODRIGO BERTON
Dono de nove vitórias nas 24 Horas de Le Mans, Tom Kristensen falou com exclusividade à Revista Warm Up. (Foto: Rodrigo Berton/Warm Up)
nquanto muitos pilotos sonham em conquistar uma vitória nas 24 Horas de Le Mans, Tom Kristensen pode se vangloriar de ter vencido nove vezes na tradicional prova francesa. Um sucesso que não deixa dúvidas ao dinamarquês: nada que acontecesse de diferente em sua carreira poderia ser melhor. Nem em termos de resultados, nem em termos de satisfação pessoal.

Kristensen tomou o rumo das corridas de longa duração em um tempo em que não existia um campeonato mundial da modalidade. O antigo Mundial de Marcas foi abandonado pela FIA em 1993 e só foi recriado e 2012 como o Mundial de Endurance (WEC). Nesse meio tempo, Tom ganhou nove vezes em Le Mans e cinco nas 12 Horas de Sebring e se tornou um dos pilotos mais respeitados do planeta.

Ao mesmo tempo, apaixonou-se pelos protótipos. Para Kristensen, não há nada como acelerar um LMP1. Carros modernos que, hoje em dia, dão muito mais prazer ao piloto do que um carro de F1. Além disso, ele pode correr pela Audi, que considera “a melhor equipe do mundo”.

Em 2013, o danês comemorou sua nona vitória em Sarthe, ao lado de Allan McNish e Loïc Duval. Junto deles, lidera a classificação do Endurance e tenta, nas quatro corridas que restam no calendário, conquistar a única coisa que lhe falta – muito embora já esteja satisfeito com a temporada pela vitória na França.

No Brasil para disputar as 6 Horas de São Paulo, Kristensen recebeu a REVISTA WARM UP no hotel onde ficou hospedado na capital paulista para falar da carreira, dos muitos sucessos que obteve nas últimas três décadas e, principalmente, da paixão que tem pelo automobilismo.

“Eu nasci em um posto de combustível em uma pequena cidade chamada Hobro. É um pouco distante de cidades grandes, como aqui [São Paulo]. Meu pai era piloto e competia, principalmente, em campeonatos nacionais, no asfalto ou na terra, mas ele também fez algumas provas em ovais no Reino Unido. Depois, tornou-se o primeiro dinamarquês a completar o Dakar. Era muito bom, mas não tinha muito apoio. A equipe fazia tudo por conta própria na oficina que ficava junto do posto e, à noite, trabalhava no carro. Eu fui seduzido desde o começo.”
O dinamarquês ficou quatro anos seguidos sem vencer em Le Mans, mas recuperou o trono em 2013. (Foto: Ker Robertson/Getty Images)
Dá para notar, pelas palavras usadas por Tom Kristensen para responder a primeira pergunta feita pela WUp – “como começou a sua relação com o automobilismo?” – que é difícil imaginá-lo fazendo outra coisa que não fosse ser piloto. Tom ganhou o primeiro kart aos oito ou nove anos – não sabe precisar – e o usava para dar voltas ao redor do posto de combustível onde, no andar de cima, ficava a casa de seus pais. “Era difícil fazer o motor pegar e andar bem”, diz.

Apesar dessa relação tão íntima com os carros, quase que o dinamarquês deixou de seguir adiante no esporte a motor para se dedicar ao esporte mais popular do mundo. Sim, ele pensou em se tornar jogador de futebol. Assim como o pai, Carl Erik, o garoto não contava com recursos suficientes para competir no kartismo. A julgar pelo histórico da Dinamarca em ambas as modalidades, seria difícil levar a vida em qualquer uma delas.

Mas o destino dele estava mesmo ligado à velocidade. A primeira participação em um campeonato nacional aconteceu aos dez anos, em 1977, na pista de Mou. Aos 11 anos, o convite para integrar o time de uma associação escandinava de kart o fez deixar de pensar nas chuteiras e, sim, nos macacões, capacetes, luvas e sapatilhas. “Foi onde a minha carreira realmente começou”, põe como ponto de partida.

Depois da escola, Kristensen trabalhava na oficina do time que, em troca, dava-lhe um kart para os principais campeonatos da Europa. Sua única despesa era com as viagens.

“Eu comecei a correr fora da Dinamarca quando tinha 13 anos. Fui para todos os campeonatos que você pode ir. O melhor foi o Mundial de Kart em que eu fui segundo, em 1987. Havia muitos bons pilotos. [Giampiero] Simoni venceu.”

Ele citou outros pilotos que foram longe no automobilismo e estavam naquele Mundial, como Alessandro Zanardi, Christian Fittipaldi e Yvan Muller. Dois anos depois, bateu na trave novamente no Mundial, derrotado pela lenda do kartismo Mike Wilson.

“Meu pai sempre me deu uma grande paixão com a determinação dele. Ele sempre disse que, quando alguém de tá uma chance, os mecânicos fazem algo por você, você precisa fazer o melhor que pode para progredir na carreira. Com certeza, o apoio e os conselhos dele sempre estiveram em primeiro lugar para mim.”
“Estive em contato com diferentes equipes na F1. Mas há uma que eu estive bem perto. Na época, combinamos que não comentaríamos sobre, foi com Alain Prost”

Rumo à F1

Como todo garoto que começa a andar de kart e acompanhar o mundo das corridas, o sonho e a motivação de Kristensen eram chegar à F1. Havia outra característica, porém, que ele apreciava desde jovem: a versatilidade. Seu ídolo nas pistas – depois de seu pai –, era o campeão mundial de F1 de 1978, Mario Andretti. “Ele parecia um pouco o meu pai”, compara. Talvez isso explique a idolatria.

O primeiro contato com o norte-americano aconteceu no GP da Suécia de 1978. O motor da Lotus quebrou, e Andretti abandonou a disputa em Anderstorp. Tiete, Kristensen estava lá.

“Eu tirei uma foto com ele e Colin Chapman. Andretti estava caminhando bem desapontado, Colin coloca o braço sobre o ombro dele. Tenho essa foto que eu mesmo tirei com uma câmera muito simples. Foi o mais perto que cheguei, ainda jovem, de um astro como ele.”

Anos depois, ele teve a oportunidade de ganhar um autógrafo na tão estimada fotografia.

“E eu gostava da versatilidade dele. Pilotou muitas coisas. Começou nos ovais de terra, fez coisas diferentes, turismo, monopostos. É o que eu mais gosto no Mario Andretti.”

Outro ídolo foi o belga Jacky Ickx, pela carreira no endurance e atos como a largada da corrida de 1969. Em vez de correr, Ickx caminhou até o carro em sinal de protesto à insegurança provocada pela tradicional largada no estilo Le Mans. Na primeira volta daquela prova, John Woolfe, com o cinto de segurança mal colocado, bateu e morreu. No ano seguinte, a tradição foi deixada de lado.

“É muito bom fazer coisas assim quando você ainda ganha a corrida.”

Contudo, os caminhos da vida e, também, o apreço pela versatilidade, levaram Kristensen para longe da F1. Campeão da F3 Alemã em 1991 e da F3 Japonesa em 1993, passou pela F3000 Japonesa e pelo Campeonato Japonês de Turismo antes de estrear, em 1997, em Le Mans. Uma estreia que não poderia ser melhor: com a Porsche, venceu as 24 Horas pela primeira vez. No ano seguinte, o dinamarquês ainda foi piloto de testes da Tyrrell na F1.

Nos primeiros anos da parceria com a Audi, ainda pintaram oportunidades para que ele seguisse para os monopostos e a F1. Felizmente, não deu.

“É difícil dizer [quando estive mais perto da F1]. Estive em contato com diferentes equipes. Mas há uma que eu estive bem perto. Na época, combinamos que não comentaríamos sobre, foi com Alain Prost. Ele queria que eu corresse por um ano. Foi com a Prost e também teve outra chance com a Williams. Naquele ponto, eu estava muito feliz por ter assinado um compromisso com a Audi. Eu continuei leal ao melhor lugar.”

Recentemente, Kristensen foi eleito pela revista inglesa ‘Autosport’ como o melhor piloto de todos os tempos a nunca alinhar em um GP de F1. Ele gostou do reconhecimento.

“Levo comigo como algo muito legal. ‘Best ever, ever, ever, never F1 driver!’. Nesses anos todos, ganhei esse tipo de respeito. E, também, comprova que, o que eu acredito é a melhor coisa: ficar nos protótipos.”

Ao mesmo tempo, o dinamarquês se tornou o grande exemplo de como “o endurance sempre teve vida própria” ao construir uma carreira tão sólida fora da F1 em um tempo que não existia um Mundial de Endurance.

“Vemos a ALMS, a ELMS. Sempre foram boas para os pilotos. A F1, eu sei que na sua parte do mundo [o Brasil], vocês acompanham intensamente, têm uma tradição forte de pilotos. Mas, se você fizer a mesma pergunta para o Lucas Di Grassi, ele sentiu isso agora, e ele sabe o quão prazeroso é pilotar um protótipo moderno. Pilotar no limite por tanto tempo. Que satisfação é dar um feedback para um time.”
(Foto: Rodrigo Berton/Warm Up)
“Le Mans sempre foi mais forte do que qualquer campeonato”
De suas nove conquistas em Le Mans, sete foram com a Audi. (Foto: Mike Hewitt/Getty Images)

Le Mans: maior que tudo

Houve um hiato de duas décadas entre o fim do antigo Mundial de Marcas, em 1993, e a criação do novo Mundial de Endurance, em 2012. Isso faz com que o currículo de Kristensen, apesar das nove vitórias – em 17 largadas – nas 24 Horas de Le Mans e das seis vitórias nas 12 Horas de Sebring, não seja recheado de títulos. Além das supracitadas conquistas na F3, ele foi campeão somente uma outra vez, em 2002, na ALMS. Mas isso pouco importa.

“Le Mans sempre foi mais forte do que qualquer campeonato. Se você for ali no café da manhã deles, do André [Lotterer], do Marcel [Fässler] e do Benoît [Tréluyer] e perguntar qual foi a conquista deles no ano passado, com certeza é Le Mans. O Mundial, sim, mas é Le Mans. Para o ciclismo, o Tour de France é maior que um Mundial. Coisas assim. Uma corrida que é mais importante que o campeonato.”

Tanto é que o ídolo Mario Andretti, com o passar do tempo, tornou-se um fã.

“Eu tenho sorte por ter vencido exatamente o que ele perdeu. Ele sempre comenta isso quando converso com ele. Ele gostaria de ter uma das vitórias que tenho em Le Mans e, então, posso tirar qualquer coisa que ele tem. É o que ele sente falta. Campeão da F1, da Indy, de várias outras coisas, mas Le Mans tem um grande significado.”

Por outro lado, na opinião do danês, é bom que exista o WEC porque a existência de um campeonato forte dá mais crédito para a categoria no longo prazo.

“É claro que eu concordo que é bom ter um Mundial. Certamente, é merecido.”

Nos 16 anos que se passaram desde a estreia em Sarthe, Kristensen não colecionou apenas troféus, mas também companheiros de equipe e amigos. As vitórias foram divididas com Michele Alboreto, Stefan Johansson, Frank Biela, Emanuele Pirro, Rinaldo Capello, Guy Smith, Seiji Ara, JJ Letho, Marco Werner, Allan McNish e Loïc Duval. A parceria mais duradoura foi com Capello e McNish.

“Nós nos conhecemos muito bem. Dindo, Allan e eu foi o trio que durou mais tempo. Tivemos tantas corridas juntos. Conhecemos um ao outro pela expressão facial”, fala. A relação, contudo, não se restringe apenas aos pilotos. “É com os mecânicos, o mecânico-chefe, o engenheiro. A comunicação era muito boa. E, a cada ano, há um novo carro, uma nova tecnologia. É muito importante que estas coisas estejam em movimento constante. É muito legal poder fazer isso com pessoas tão inteligentes e tão boas, os pilotos e também do lado dos engenheiros.”

Das nove vitórias, Kristensen não consegue escolher a mais especial. Cita algumas que foram marcantes, mas não há como ignorar nenhuma delas.

“Todas foram muito especiais. Posso falar vários minutos sobre cada uma delas. Elas vieram em três décadas diferentes, então houve um desenvolvimento não só na vida como piloto, mas também na vida pessoal. É difícil escolher uma delas, pois uma vitória em Le Mans é algo muito, muito importante. A última foi imensamente boa. Vínhamos de alguns anos em que não tivemos sucesso. Para Allan, Loïc e eu, é uma importante. As mais importantes: a primeira; em 2001, na chuva; em 2004, com o time japonês da Audi, que tinha apenas um carro; 2008, provavelmente tínhamos, de longe, o carro mais lento, mas ainda vencemos; e a última.”

Depois de listar esses cinco triunfos, ele repensou.

“Eu pulei algumas. Como posso pular a vitória com a Bentley, em 2003? É muito difícil apontar uma.”

As 24 Horas de Le Mans de 2013, 90ª edição da corrida, ficarão ainda mais marcadas para Kristensen por conta de um episódio negativo: a morte do compatriota Allan Simonsen. O piloto da Aston Martin perdeu o controle do carro na terceira volta da prova e morreu em decorrência do impacto com o muro de proteção e uma árvore.
 
A disputa, no entanto, não foi paralisada. Mais uma prova de como Le Mans exige demais de todos os envolvidos não apenas tecnicamente, mas também física e psicologicamente.

“Eu fui informado da morte não muito tempo depois. Já estava sabendo antes de entrar no carro pela primeira vez. Estava chovendo em alguns pontos. Você sabe que precisa ser muito cauteloso. Não sabe quanto tem de água, pois demora 3min25s até voltar. E, claro, a mídia foi muito boa. Eles aceitaram que falaríamos depois da corrida em respeito a Allan. Durante a corrida, meu foco estava no time, não no piloto.”
“A Audi é a melhor equipe do mundo. Parece um conto de fadas, mas é tudo muito bem pensado.”

Acima de tudo, um apaixonado

Aos 46 anos, Kristensen não pensa em abandonar as pistas. Não estabelece uma data para a aposentadoria ou mesmo uma meta a ser cumprida antes de deixar as pistas. Quer vencer o título mundial, mas não diz que vai ficar frustrado caso não consiga.

“Eu penso em um ano de cada vez. Curto bastante a minha carreira como piloto”, diz, com a certeza de que isso é o que importa. A paixão pelo esporte a motor começou lá atrás, quando ele estava começando a andar de kart. Hoje, é refletida pela dedicação de Kristensen para com as corridas de longa duração.

“Às vezes, em outras categorias, há a pressão, a determinação apenas em você para andar bem. E, às vezes, você não pode nem controlar o seu destino só com a sua performance. Você precisa do orçamento, de dinheiro. O endurance deixa os pilotos curtirem um pouco mais o porquê de eles realmente terem começado a correr. Isso você vê quando começa no kartismo. É o kart que te dá toda a paixão para pilotar. E quando você pode ter sucesso em um nível similar a outros pilotos em times no endurance, pois o carro te dá muita satisfação, é um sentimento de uma história de amor sem fim.

Com certeza, [o Mundial] é algo que eu gostaria de conquistar. Mas gostaria de lembrá-lo, de novo, que eu faço isso porque amo pilotar um protótipo. Essa ainda é a prioridade número um. Acho que é por isso que você pode ter uma carreira mais longa sem focar apenas em um troféu. É porque eu amo o que eu faço com as pessoas com quem faço.”

Declarações de amor também foram direcionadas à Audi.

“A Audi é a melhor equipe do mundo. Se você ver como evoluiu os protótipos... [A equipe] Joest já tinha um sucesso incrível antes de se juntar à Audi, e isso foi muito bom. Quando cheguei, estava indo para Le Mans, o DTM mais tarde, tem sido um envolvimento com o esporte a motor que cresceu. O respeito pelos carros cresceu. As pessoas gosta muito do design.

Quando comecei, o A4 não era tão velho. Veja o que temos agora. O A5, o A3, o Q5, o Q7, o R8. A Audi teve tanto sucesso, as vendas cresceram a cada ano, exceto em um, por causa da crise mundial, mas a Audi foi a melhor em termos de vendas naquele ano. Não dá para dizer que é um conto de fadas porque as pessoas trabalham muito duro. As pessoas são apaixonadas pelo o que fazem, mas também focam demais na confiabilidade, se o produto é realmente confiável e forte. Parece um conto de fadas, mas é tudo muito bem pensado.”

Para não dizer que Tom só diz isso tudo porque não conheceu outra categoria, não teve a chance de andar na F1, ele pôde defender a Audi no DTM por seis temporadas. Ganhou quatro corridas, foi ao pódio em outras 12 oportunidades.

“Foi uma experiência muito legal. Vamos dizer que, corridas curtas, pé cravado por um pequeno tempo. Le Mans também, mas elas levam 24 horas hoje em dia. No DTM, eram corridas de uma hora e todos podiam se escorar nos outros. Gostei de andar lá.”

Nesse meio tempo, sofreu um gravíssimo acidente, em 2007, no circuito de Hockenheim. Em uma confusão na largada, rodou e foi atingido em ‘T’ bem na porta do piloto.

“Foi complicado. Levei muito tempo para me recuperar. Foi um impacto muito grande. Mas aqui estamos e, felizmente, os carros do DTM têm uma célula de sobrevivência muito forte, que protegeu todos os meus membros. Infelizmente, o impacto foi tão forte que eu absorvi parte dele também.”

Na comparação entre os carros das duas categorias, porém, não tem dúvidas. “Os protótipos são a melhor forma de esporte que você pode ter. Um pouco abaixo do radar, o que não tem problema, pois você pode curtir um pouco mais o que faz. E, é claro, Le Mans é o melhor momento.”

Apesar dos muitos sucessos nas duas corridas mais importantes do endurance Kristensen rejeita, contudo, o rótulo de melhor piloto da modalidade. É que não é o piloto que ganha as corridas.

“Ninguém ganha se não estiver com o melhor time, os melhores parceiros e o melhor carro. É sempre o carro vencendo, o melhor carro. Eu posso dizer que fui feliz por fazer parte do melhor time, do melhor carro, do melhor trabalho em equipe, várias vezes. Acho que é mais adequado.”
 
“Se a Dinamarca não está, eu sempre torço para o Brasil”



Tom Kristensen vestia uma camisa da Seleção Brasileira quando se encontrou com a reportagem da WUp. Não era só porque estava no Brasil. É que ele é mesmo fã do futebol brasileiro.

Até 1986, a Dinamarca não sabia o que era disputar um jogo de Copa do Mundo. Alguns anos depois disso, viveu um período de sucesso e conquistou os títulos da Eurocopa e da Copa das Confederações. Mas quando a esquadra danesa está ausente, a torcida do maior vencedor das 24 Horas de Le Mans se volta para o time brasileiro.

“Gosto da paixão pelo o que vocês têm pelo o que fazem. Têm a mente aberta e tentam conquistar o que podem estando felizes. Gosto disso”, diz, referindo-se ao povo brasileiro como um todo.

“A Dinamarca não ganhou nenhuma Copa do Mundo, então, é claro, sou velho o suficiente para ter acompanhado o Brasil, especialmente nos anos 70 e 80, e o modo como jogavam naquele tempo. Era algo muito fascinante. Sempre fui e sempre vou ser um fã deste país. Se a Dinamarca não está, eu sempre torço para o Brasil”, reforça.

Enquanto esteve no país para as 6 Horas de São Paulo, Kristensen tentou, junto de McNish e Duval, assistir à partida entre Corinthians e Luverdense, para conhecer a atmosfera de um estádio de futebol brasileiro, mas o trio não conseguiu ingressos. Na Dinamarca, o time do coração dele é o que representa sua cidade, o Hobro, que disputa a segunda divisão.
 

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