Edição 44
Novembro/2013

Carta do Editor: Money que é good nóis num have

Em uma F1 marcada pelo aumento dos custos mesmo num período de crise econômica global, a maioria das equipes precisa fazer uma boa ginástica para conseguir fechar o orçamento necessário para correr. E é de surpreender o tipo de acordo que eles acabam fazendo

FELIPE GIACOMELLI, de São Paulo
ão é novidade que a F1 tem tentado, nos últimos anos, controlar de alguma forma os gastos das equipes. Mesmo antes da recente crise econômica global, o então presidente da FIA, Max Mosley, queria colocar um limite no orçamento dos times. Embora a medida não tenha dado certo, o sinal amarelo acendeu na categoria, levando a diversas discussões sobre o RRA (Acordo de Restrição de Gastos, na sigla em inglês) desde então.

É verdade que, na prática, quase nada foi feito. Pelo contrário. Levando em conta o calendário proposto de 22 corridas para 2014, o aumento no preço do motor e do sistema de energia para o próximo ano e o retorno dos testes durante a temporada, as equipes seguiram a direção oposta e estão gastando mais do que nunca.

Não é por coincidência que, do grid atual, apenas Red Bull, Ferrari e Mercedes – e de certa forma a Toro Rosso – conseguem ter uma vida financeira estável. Os demais times precisam se desdobrar para obter o orçamento. Por isso, não deixa de ser curioso (para não dizer alarmante) o que cada escuderia faz para garantir o dinheiro necessário para manter as operações.

A Williams, por exemplo, se viu amarrada a um longo contrato com a petrolífera venezuelana PDVSA. Pelo acordo original, o time tinha um vínculo de cinco temporadas, e nesse período era a empresa que escolhia um dos pilotos. A sorte – se é que podemos chamar assim – da esquadra de Grove foi o mau desempenho em 2013, o que irritou Pastor Maldonado e começou a costurar o cancelamento do negócio. Com a vaga aberta, o time acertou com Felipe Massa, dando sequência ao processo de reestruturação.

Mas em outras casas a situação é ainda pior. A Sauber, por sua vez, precisou fechar um acordo com uma série de empresas estatais russas para conseguir pagar as dívidas. Embora a crise em Hinwil tenha diminuído na segunda parte da temporada, o time se viu obrigado a alinhar um carro para Sergey Sirotkin em 2014. Porém, a situação parece ter mudado, e, como o dinheiro não chegou, o russo vai ficando de fora.

Já a Lotus vive uma situação totalmente desesperadora. Para conseguir quitar o débito com Kimi Räikkönen e obter o orçamento para os próximos anos, o time aceitou um acordo com o grupo de investimento Quantum. Meses depois de a negociata ter sido especulada pela primeira vez, nada chegou aos cofres de Enstone. Em meio a essa indefinição sobre o futuro da equipe inglesa, a REVISTA WARM UP deste mês desvenda essa nova cara financeira da F1 e mostra que as equipes muitas vezes estão se metendo em um território perigoso.

Expediente
 
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(MTb 44.629)

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