Edição 48
Março/2014

Equipes: Caterham F1 Team

Com Kobayashi nos holofotes, a Caterham não pode se orgulhar de ter sido aquela que mais andou com os Renault. O carro se mostrou lento a ponto de ser comparado com o da GP2 e deve manter o time na sina sem pontuação

FLAVIO GOMES, de São Paulo
 
Por incrível que pareça, a outra nanica da F1 foi a equipe empurrada pelas unidades de força Renault que mais andou na pré-temporada: 623 voltas, quase o dobro da Red Bull. Isso não significa muito, porém. O ritmo dos carros verdes era tão lento que em determinado momento Kamui Kobayashi chegou a compará-los com os GP2.

O japonês, aliás, é a grande atração da equipe. Ficou um ano longe da F1, correndo pela Ferrari no Mundial de Endurance, e assim que pintou uma chance de voltar, voltou sem perguntar muito para onde era. Ele queria voltar e pronto. Usou o milhão de dólares que arrecadou com uma vaquinha no final de 2012 junto a internautas para reforçar o orçamento da equipe e foi à luta. Vai sofrer, porém. Kobayashi se destacou em suas primeiras temporadas na categoria correndo por equipes muito mais estruturadas e experientes, como a Toyota e a Sauber.

Como vai sofrer, também, o estreante Marcus Ericsson. Pela inexperiência e pela falta de performance da Caterham. Mas o sueco, pelo menos, conseguiu andar bastante nos testes. Sem grandes pressões, pode aproveitar o primeiro ano para aprender bastante.

A exemplo da Marussia, a Caterham nunca conseguiu pontuar na F1. Vai para seu quinto ano no Mundial sem perspectivas de quebrar o jejum. Uma pena. No ano passado, quando passou a usar Renault, esperava-se um salto de qualidade que não veio. Agora, a Renault é seu ponto fraco — como, de resto, para as outras equipes associadas aos franceses. Destino triste.
Sede: Leafield, Inglaterra
Carro: CT05
Motor: Renault
Principais dirigentes: Tony Fernandes
Cyril Abiteboul
Pilotos reserva: Robin Frijns
Em 2013: 11º lugar no Mundial de Construtores (0 ponto)
Melhor resultado: 19º no Mundial de Pilotos (2012)
10º no Mundial de Construtores (2012)
Melhor tempo em Jerez: 1min37s975
(Marcus Ericsson, 16º)
Melhor tempo em Sakhir: 1min38s083
(Marcus Ericsson, 20º)
O mito voltou: Kobayashi, o 'showman' da F1, está de volta à categoria. (Foto: Shaun Botterill/Getty Images)
Pilotos
A Suécia não sabe o que é ter um piloto carregando sua bandeira no carro em todas as corridas de um Mundial de F1 desde 1987. Numa corrida, desde 1991. Vitórias, então, estão em um passado bem mais distante: a última foi no GP da Áustria de 1978, com Ronnie Peterson. E, a julgar pelo histórico de Marcus Ericsson nas categorias de base e pelo time que o jovem de 23 anos vai defender, o jejum deve durar mais algum tempo.

Ericsson começou na GP2 Ásia em 2009, estreando meses depois na versão original do certame. Nesse tempo todo, venceu só três vezes e tem um sexto lugar como melhor resultado no campeonato da categoria, em 2011 e 2013. As linhas de seu currículo que estão em negrito são as que indicam os títulos da F-BMW Britânica, em 2007, e da F3 Japonesa, em 2009.

Logo, não se deve esperar muito de Ericsson, ainda mais com o fraco e feio carro construído pela Caterham.

RENAN DO COUTO

Ele voltou. Num movimento não tão comum na F1 dos dias de hoje, Kamui Kobayashi passou um ano distante da categoria, correndo de Ferrari no Mundial de Endurance, antes de conseguir um contrato com a Caterham – com a ajuda dos fãs, que fizeram uma ‘vaquinha’ para que o nipônico seguisse na F1.

‘Mito’, como também é conhecido, fez excelentes corridas entre 2009 e 2012. De cara, mostrou ser o melhor japonês que passou pelo Mundial. O problema é que nem sempre Kobayashi transformou todo esse talento em resultados, sendo somente 12º colocado nos três campeonatos completos que disputou. Foi por isso que se viu obrigado a buscar um plano B em 2013.

O único e tão sonhado pódio foi conquistado justamente em casa, em Suzuka, e foi motivo de uma festa regada a muito saquê. Na Caterham, vê sua carreira seguindo um caminho semelhante ao que foi percorrido por Vitantonio Liuzzi, que acabou na HRT após passar por Red Bull, Toro Rosso e Force India.

RENAN DO COUTO
 

Comentários

Matéria anterior

Equipes: Marussia
Simples de tudo, a Marussia não fez feio na pré-temporada e sonha em pelo menos ir ao Q2 nas classificações
por Flavio Gomes
Próxima matéria

Stop & Go: Felipe Massa
“Eu tive uma boa impressão, uma boa sensação no carro. Se é bem-nascido ou malnascido, é muito cedo para dizer”
por Renan do Couto