Edição 48
Março/2014

Equipes: Sauber F1 Team

Outra sem grande base financeira, a Sauber parece seguir a toada que a caracterizou nos últimos anos, sem passar vergonha, porém sem andar entre as primeiras colocadas. Até porque a dupla não provoca suspiros

FLAVIO GOMES, de São Paulo
 
A segunda equipe Ferrari do grid deve repetir neste ano o que fez nas últimas temporadas. Um ou outro brilhareco, pouca coisa mais. Nada de vexames, mas também nenhuma performance de espantar. O conjunto mecânico é sólido, mas como acontece com os italianos, não empolga. Assim como seus pilotos, Sutil e Gutiérrez. São OK. Apenas isso.

Nos testes, a Sauber ficou ali no meio entre as que mais andaram: quinta colocada, com 774 voltas. Os problemas enfrentados foram semelhantes aos da Ferrari, na transmissão. As unidades de força não apresentaram grandes defeitos.

O melhor caminho para os suíços na primeira metade do campeonato é se concentrar em terminar corridas para somar pontos. Muita gente vai quebrar nas corridas iniciais e quem for capaz de levar seus carros até o fim terá grandes chances de pontuar. E pontos, como se sabe, são convertidos em dinheiro ao final da temporada.

Sem grandes ambições, o time deve brigar no bloco intermediário com a Toro Rosso. A Force India, adversária costumeira, está alguns passos à frente graças à Mercedes. A Lotus, em queda, poderá andar por perto aqui e ali. A melhor chance da equipe estará nas mãos de Sutil, mais experiente e malandrão que o jovem mexicano. Este ainda precisa mostrar mais serviço.
Sede: Hinwill, Suíça
Carro: C33
Motor: Ferrari
Principais dirigentes: Peter Sauber
Monisha Kaltenborn
Pilotos reserva: Giedo van der Garde
Sergey Sirotkin
Em 2013: 7º lugar no Mundial de Construtores (57 pontos)
Melhor resultado: 8º no Mundial de Pilotos (2001)
4º no Mundial de Construtores (2001)
Melhor tempo em Jerez: 1min30s161
(Adrian Sutil, 13º)
Melhor tempo em Sakhir: 1min36s467
(Adrian Sutil, 14º)
Sutil, mesmo sendo novato na equipe, deve andar na frente de Gutiérrez, que anda devendo. (Foto: Shaun Botterill/Getty Images)
Pilotos
Esse ganhou sobrevida na F1. É bem verdade que o carro da Sauber não ajudou no primeiro semestre de 2013, mas Esteban Gutiérrez demorou para fazer apresentações razoáveis e não chegou a convencer – como, aliás, já não convencera na GP2. O mexicano só se classificou para o Q3 pela primeira vez no GP de Cingapura, em setembro, e terminou apenas uma corrida dentro da zona de pontuação: o GP do Japão, quando foi sétimo. Foi batido por Nico Hülkenberg em 18 das 19 tomadas de tempos.

O que se observa de positivo na performance de Gutiérrez em seu primeiro ano na F1 é a evolução: ele foi melhorando ao longo do ano. Porém, deverá melhorar ainda mais se quiser continuar na F1 por mais tempo. Teve direito a uma segunda chance porque tem padrinho (bem) rico, mas a história está aí repleta de exemplos que comprovam que quem depende só de dinheiro não resiste muito tempo na categoria.

RENAN DO COUTO
Adrian Sutil abandonou sua casa em Silverstone, no Reino Unido, para defender o time de Hinwil, na Suíça, em 2014. O alemão estreou na F1 em 2007 com o carro laranja da Spyker, que virou Force India no ano seguinte, e nunca foi mais do que um piloto do pelotão intermediário. O fato de que sua apresentação mais memorável é um quase quarto lugar no GP de Mônaco de 2008 indica muito. Lembram dele sendo abalroado por Kimi Räikkönen na saída do túnel? Pois é.

Talvez por isso ele tenha passado um ano longe da categoria em 2012: manteve o status de eterna promessa. Com uma Sauber que não apresentou grande desempenho na pré-temporada, Sutil tem tudo para permanecer no meio da grid no novo campeonato, sem conseguir superar sua melhor colocação no Mundial de Pilotos – a nona, em 2011.

RENAN DO COUTO


 

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