Lado a lado: A legião sudamericana

Os pilotos da América do Sul além do Brasil começaram a brotar na Indy e hoje ocupam muito mais espaço que o país de Emerson Fittipaldi, Helio Castroneves e Tony Kanaan

PEDRO HENRIQUE MARUM, do Rio de Janeiro, e GABRIEL CURTY, de São Paulo,
com arte de BRUNO MANTOVANI
Comecemos num ano marcante para a Indy: 2003. Numa pequena retrospectiva, voltamos um pouco mais, até 1996. Nesse ano, após o título de Jacques Villeneuve no ano anterior, Cart e Indy abriram a antiga relação. A IRL (Indy Racing League) manteve o nome e levou consigo a Andretti-Green, dando o peso necessário para que a categoria seguisse prosperando. Em 2003, porém, a Indy teve de mudar seu nome fantasia após derrota judicial para a Cart. Nascia a IndyCar.

Agora, sim, vamos lá. Entre 2003 e 2007 nove sul-americanos entraram no cockpit da Indy para guiar nos traçados ovais e mistos pelos Estados Unidos e o resto do mundo onde o braço da categoria alcançava. Todos esses eram brasileiros. Eis que em 2007 surge um nome para acabar com a falta de participação sul-americana de língua espanhola na categoria, algo que se arrastava a 2002, fase IRL, com o chileno Eliseo Salazar. Sim, Salazar, aquele mesmo da confusão com Piquet no GP da Austrália de F1 em 1982.

O nome em questão era um feminino, o de Milka Duno. Venezuelana, mecenada pela gigante compatriota do petróleo, Citgo, chegava com a credencial da mulher de melhor desempenho nas 24 Horas de Daytona e não muito mais. Aos 35 anos, não era exatamente sangue novo. Na pista, se mostrou como esperado. O carro alugado da Samax rodou por sete das 17 corridas do calendário. Fez um 11º lugar no Texas, nada mais.

Voltemos ao biênio atual. 2013-14 e seus oito sul-americanos. Três deles, brasileiros. Helio Castroneves e Tony Kanaan não são novatos ou pilotos em busca de afirmação. São pilares da geração anos 2000 da Indy. Helio é três vezes vencedor das 500 Milhas, Tony é campeão de 2004. Bia Figueiredo era a outra nascida em terras tupiniquins. Enquanto isso, quatro colombianos. O campeão da Champ Car em 1999 Juan Pablo Montoya, mais Carlos Muñoz, Sebastián Saavedra e Carlos Huertas. Os dois últimos dividiam com Duno e Ernesto Viso a cota sul-americana que fala espanhol em 2013.

Indo mais longe, até a Indy Lights, desde a temporada 2011, encontra-se o argentino Esteban Guerrieri, os venezuelanos Jorge Gonçalvez, Bruno Palli e Giancarlo Serenelli, além dos colombianos Gustavo Yacamán, Gabby Chávez e Juan Piedrahita.

Veja em números um pouco mais da evolução sul-americana na Indy:
Arte: Bruno Mantovani
 

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