Edição 51
Junho/2014

Carta do Editor: Nova realidade

RENAN DO COUTO, de São Paulo
A imprensa vive um momento de crise. Os jornais impressos estão, pouco a pouco, morrendo. Uns dizem que é por causa da internet, mas esse é apenas um fator. A verdade é que as grandes empresas de comunicação, enquanto confundem técnicos com sósias, ainda não sabem como explorar esse novo mundo repleto de possibilidades. Está sendo uma transição dolorosa.

A F1, fechando os olhos para essa nova realidade, está em posição semelhante. Bernie Ecclestone encontrou um modelo que permitiu que o Mundial crescesse de forma impressionante. Os acordos com as emissoras de TV renderam quantias absurdas de dinheiro não só oriundos dos direitos de transmissão, mas também pelas verbas de publicidade que a visibilidade no mundo todo permitiu. Só que chegou o momento de pensar de forma diferente, e Ecclestone não quer.

O dirigente máximo da F1 não confia na instabilidade das redes sociais. Prefere seguir trabalhando com os velhos parceiros. Acontece o velho parceiro não conta mais com o público que o campeonato precisa: jovem.

Hoje em dia, as pessoas têm opções. Quem gosta de esportes, pode comprar um pacote de TV por assinatura e escolher se quer assistir a futebol, vôlei, basquete, futebol americano, rugby ou automobilismo. Natação, atletismo, ginástica, críquete ou beisebol. E se o pacote de TV não oferecer tudo isso, ainda há centenas de sites de streaming na internet que reproduzem esses conteúdos — a TV pirata da atualidade.

É preciso entender que, para atrair novos seguidores, não basta a tradição, não bastam as histórias que os pais contam para os filhos. É preciso facilitar a interação, direta ou indireta, do público com o esporte.

As grandes ligas norte-americanas aprenderam a explorar a internet. Permitem que os espectadores assinem pacotes de TV pela internet para acompanharem os jogos de onde quiserem, na TV, no computador, no tablet, no celular; em casa, no trabalho, na rua ou em um hotel. E não restringem o acesso aos vídeos dos melhores momentos: colocam no Facebook, no Twitter — onde as pessoas estão.

Sim, Ecclestone tem razão ao dizer que as redes sociais são instáveis. O Orkut vai acabar no dia 30 de setembro. Daqui a pouco, a moda do Facebook passa. Do Twitter também. Mas vão surgir outras plataformas. A internet exige raciocínio rápido e inovação. Quem trabalha na F1, sabe fazer essas duas coisas. Basta aplicar essas habilidades de uma forma diferente. Não é preciso abandonar os velhos parceiros, apenas conciliar o antigo com o novo.

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