Edição 53
Agosto/2014

Carta do Editor: A competência da Red Bull

RENAN DO COUTO, de São Paulo
A Williams traçou a audaciosa meta de terminar o Mundial de F1 na segunda posição. Não é missão impossível, embora apresente um alto grau de dificuldade, mas o mais complicado nessa história é bater a competência da Red Bull. As três vitórias de Daniel Ricciardo no ano e o modo como elas foram conquistadas refletem a capacidade que o time de Milton Keynes tem, e como seus comandantes são capazes de manter a roda girando apesar das dificuldades encontradas.

O triunfo no GP do Canadá veio com grande surpresa. É explicado, é claro, pelos problemas mecânicos da Mercedes. Na Hungria, foi menos surpreendente, embora a chuva e o momento da primeira intervenção do safety-car tenham colaborado. Mas o que aconteceu em Spa-Francorchamps é o grande sinal de como é bom o povo chefiado por Christian Horner.

Com suas longas retas e várias curvas de alta velocidade, o circuito belga exige muito do motor — e todos sabemos que o V6 turbo da Renault perde em potência para Mercedes e Ferrari. Essa deficiência foi compensada com um acerto excelente que deixou o carro tão rápido de reta que Nico Rosberg não conseguia passar Sebastian Vettel em certo momento da prova — e olha que o tetracampeão começou o fim de semana com sérios problemas no motor, precisando inclusive montar de novo no RB10 a unidade de força que havia usado na Hungria.

Entretanto, não foi isso colocou nas mãos de Daniel Ricciardo o GP da Bélgica. A 12ª etapa do campeonato deveria ser, novamente, da Mercedes. O toque de Nico Rosberg em Lewis Hamilton arruinou as pretensões da equipe de Brackley fazer mais uma dobradinha, e aí o grande ponto forte da Red Bull fez a diferença: o time sabe se colocar à frente das demais quando é necessário. Capitaliza em cima dos mínimos detalhes.

Foi o que aconteceu no Canadá, na Hungria e na Bélgica, onde ninguém acreditava que a Red Bull conseguiria superar Williams, lutando é com Ferrari, Force India e McLaren pela quinta posição. Vettel e Ricciardo aproveitaram a chuva do sábado para se classificar bem e atacaram — o australiano com mais sucesso — no início da prova para já frustrar qualquer expectativa de Kimi Räikkönen, Fernando Alonso ou Valtteri Bottas. Felipe Massa poderia ter crescido na disputa, mas carregou durante meia prova um lastro

A única derrota em condições normais sofrida pela Mercedes foi imposta pela Williams na classificação para o GP da Áustria. O bom ritmo de Massa e de Bottas induziram os germânicos a erros, uma situação que foi devidamente revertida no domingo.

Pelas características dos circuitos, a Williams bem que poderia ter feito o que a Red Bull fez em Montreal e em Spa, mas não conseguiu. Pecou em um momento ou outro, erros que não costumamos ver a RBR cometendo. E é essa operação que o time de Grove precisa aprimorar para dar o próximo passo e conseguir ser vice, como a reporta a Evelyn Guimarães nesta edição da REVISTA WARM UP.

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