Edição 53
Agosto/2014

Superfinal: Ligada na tomada

Dois anos após ser anunciada, a F-E deixa a nuvem do abstrato e se torna a competição de bólidos elétricos da FIA que tem vários pilotos que passaram pela F1, mas que não quer ser a F1

PEDRO HENRIQUE MARUM, do Rio de Janeiro
GABRIEL CURTY, de São Paulo
 
A ideia foi anunciada em agosto de 2012 por Jean Todt, presidente da FIA: a criação de uma categoria que dava ênfase na energia limpa e na sustentabilidade. Sob a batuta de Alejandro Agag, empresário e ex-político na Espanha, o campeonato foi desenvolvido sob uma aura de altas expectativas e importantes inovações. Nos últimos dois anos, a F-E foi tratada como “o futuro do automobilismo”. Agora, em setembro de 2014, o projeto sai de vez do papel e toma as ruas de algumas das principais cidades do mundo.

Uma das primeiras companhias a tomar parte no projeto foi a Renault. Os carros da F-E são todos desenhados e realizados pela montadora francesa. Será o modelo Spark-Renault SRT_01E, feito em parceria com a Dallara, a McLaren e a Williams. Apesar do modelo ser um só, as equipes irão administrá-los de sua forma. E se alguém não leva fé na habilidade de ser veloz dos carros elétricos, saiba: ele chega a 220 km/h. Também francesa, será a Michelin a responsável pelo fornecimento de pneus.

A categoria fez o anúncio de que as ações de pista dos finais de semana serão compiladas num mesmo dia, com dois treinos livres, de 45 e 30 minutos, respectivamente. Em seguida, a classificação terá quatro partes: cada uma com dez minutos, onde grupos de cinco carros irão à pista. Para encerrar, após uma paralisação de três horas, a largada acontecerá sempre às 16h do horário local. As etapas terão 45 minutos mais uma volta, com todos os pilotos tendo que fazer uma troca de carro durante sua parada obrigatória nos boxes.

O viés inovador e sustentável da categoria já recrutou gente muito importante de dentro e fora do mundo do automobilismo. O quatro vezes campeão mundial de F1, Alain Prost, é um dos donos da e.dams, uma das equipes. Já a Venturi tem como um de seus mecenas o astro hollywoodiano Leonardo Di Caprio, de ‘Titanic’ e ‘Prenda-me Se For Capaz’, entre outros.

"O futuro do nosso planeta depende de nossa habilidade de nos adaptarmos aos veículos de energia limpa e de baixo consumo de combustível. A Venturi mostrou um olhar visionário ao criar uma equipe amistosa ao meio-ambiente, e estou feliz de fazer parte deste esforço", disse o ator ainda na ocasião de sua confirmação como um dos donos.

Já Prost afirma que a F-E é mais uma amostra de que o automobilismo se propõe a estar na frente da sociedade com a instituição dos monopostos elétricos. “Não dá para comparar mais nada. O lado bom é que vai dar para ver como essa nova tecnologia, totalmente elétrica, vai fazer pessoas olharem para o automobilismo de uma forma diferente. Vai ser uma boa experiência para nós. Se der certo já nas primeiras corridas, vai ser bom para o desenvolvimento de tecnologias, baterias e tudo o mais”, fala o francês em entrevista acompanhada pela REVISTA WARM UP.

Prost, contudo, faz questão de ressaltar um ponto: a F-E não surge para rivalizar com ninguém. “Não vai competir com mais nada. E não vai rivalizar com a F1, pois as pessoas vão poder ver o que a competição traz em termos de novas tecnologias e desenvolvimento, o que eles ainda não entendem hoje com esse novo motor [V6 turbo]”, assegura.
Nicolas Prost vai correr pela e.dams, equipe cujo um dos donos é ninguém menos que seu pai, o tetracampeão de F1 Alain Prost. (Foto: FIA/Divulgação)
Logo que foi confirmada, a F-E anunciou sua primeira sede confirmada: o Rio de Janeiro. No entanto, embora tenha sido o nome cartão de visitas junto ao anúncio de que a categoria de fato existiria, o cenário da Cidade Maravilhosa causou problemas aos organizadores. A representante brasileira saiu do calendário duas vezes – havia sido reincluída após garantirem uma prova nas ruas do Aterro do Flamengo.

O calendário recheado inicia na cidade de Pequim, em 15 de setembro. Na sequência, passa por Putrajaya, na Malásia; Punta del Este, no Uruguai; Buenos Aires, na Argentina; Miami e Long Beach, nos Estados Unidos; Monte Carlo, em Mônaco; Berlim, na Alemanha; e Londres, no Reino Unido, estão entre as praças. Apenas na capital alemã o evento não será realizado num circuito de rua, mas no Aeroporto Berlin Tempelhof, hoje desativado enquanto espaço de tráfego aéreo.

"É um grande desafio, mas é isso que nos anima. A infraestrutura para criar circuitos é um desafio, mas tudo está nos conformes. Pequim estará pronta, em seguida estarão as outras cidades. Não são todas pistas de rua, mas as de rua são as mais importantes. A estrutura para o dia das corridas é bem desafiadora, pois precisamos recarregar os carros em todas as corridas. Mas tudo está sendo trabalhado", falou o diretor-geral Agag em entrevista recente.

Lucas Di Grassi foi o piloto de testes da categoria durante o período de concepção da F-E. Trabalhou também nos bastidores para ajudar os organizadores a moldarem o formato do campeonato. Depois confirmado como piloto da ABT ao lado de Daniel Abt, o brasileiro acredita que as chances de título já no ano de estreia da categoria existem.

“Minha expectativa pessoal é fazer um campeonato bom e poder brigar pelo título. Pelo campeonato, minha expectativa é que seja um campeonato difícil, um campeonato com muitas equipes e muitos pilotos bons”, diz o brasileiro à REVISTA WARM UP. “Independente do nível da equipe, são pistas novas para todo mundo, então todo mundo vai conhecê-las pela primeira vez, o que vai deixar bastante igual a disputa. Acredito que a equipe e o piloto que se prepararem melhor para cada corrida vão levar uma vantagem boa.”

O paulista também faz uma análise do provável público que vai acompanhar a categoria dos bólidos elétricos. “Eu acho que é uma audiência bem específica. O foco da F-E não é roubar a audiência de outros campeonatos, mas criar a sua própria. É uma categoria sustentável, diferente, com uma concepção diferente e um barulho diferente”, fala. “Para os pilotos, pilotar o carro também é diferente: o jeito, a técnica, uma série de coisas. É um braço novo para o automobilismo que vai atrair muita gente nova e também atrair alguns que já gostam de automobilismo. Acho que vai ser um público bastante diferenciado”, declara.

Para Di Grassi, os testes em Donington não servem para apontar favoritos, mas demonstram um bom início da Audi. “Donington é uma pista muito diferente das que a gente vai correr. O que importa é que a gente está focado em fazer o melhor do nosso trabalho, independente do que os outros estão fazendo e o carro está andando bem. Acho que a gente já tem um bom carro para a primeira corrida”, aposta.

O brasileiro não acredita em vantagem dos ex-F1 que vão disputar o campeonato. “Acho que os bons pilotos vão levar vantagem, independentemente se correram de F1 ou não”, afirma.

Apesar de apontar diferenças, Di Grassi não acredita que os pilotos sintam tanto as peculiaridades da F-E. “A F1 também tem coisas elétricas, o protótipo do WEC é uma mistura das duas coisas, então não muda muita coisa. É um carro de corrida, com pneus e motor, e a única diferença é que a potência vem da eletricidade, não da combustão”, assinala. “Para os pilotos, existem algumas técnicas a serem adquiridas, como recuperação de energia e potência, mas na classificação as técnicas de pilotagem são bem parecidas com qualquer outra categoria de monoposto”, completa.
Bruno Senna volta aos monopostos através da F-E. (Foto: FIA/Divulgação)
Outro brasileiro que vai disputar o campeonato é Bruno Senna. Que não está com um cenário tão claro quanto o de Di Grassi. O sobrinho de Ayrton admite que não sabe exatamente o que esperar da nova categoria, mas espera ver sua equipe, a Mahindra, nas primeiras colocações.

“Óbvio que a F-E vai ser uma caixinha de surpresa. A gente não sabe o que vai acontecer e precisa ver quais vão ser as condições, mas pelos testes que a gente fez até agora, as coisas estão indo bem”, diz à WUp. “A gente está competitivo, apresentou sempre boas situações de corrida, mas queremos surpreender ainda. Pelo que estamos fazendo, dá para ficar ali entre os primeiros carros, com bastante confiança.”

O piloto lembra que as condições climáticas em Donington, palco dos testes, sempre foram parecidas e que pode haver surpresas em pistas onde deve fazer muito calor.

“Ainda existem algumas coisas que podem sair do controle, por exemplo, nós não fizemos muitos testes no calor e vai ser as condições de prova na Malásia e Punta. Mas ainda muita coisa vai acontecer. Se Deus quiser, vamos chegar rápidos para o campeonato”, fala.

Senna avalia que os resultados na pista inglesa onde os testes coletivos foram feitos podem não significar muito para o campeonato, mas aponta a e.dams e Sébastien Buemi como fortes candidatos. “Eu não sei o que dá para tirar de Donington em relação à performance ideal do carro. Donington é uma pista muito diferente das que a gente vai andar, mas com certeza deixa a impressão que eles acharam melhor o acerto dos pneus, também para a classificação”, diz. “Apesar de Donington ser diferente das pistas de rua em que vamos correr, há chance, sim, de eles estarem na nossa frente. Então vamos, nos testes de terça-feira, tentar acertar o carro para as classificações, já que a gente sabe que na outra parte estamos bem.”

O brasileiro crê, assim como Di Grassi, que a F-E vai atrair um novo público, não necessariamente o que gosta e acompanha a F1. “Com certeza a F-E não é uma categoria que vai agradar a todos os fãs de F1, por exemplo, já que tem quem assista à F1 pelo motor, e o da F-E é elétrico. Mas acho que a F-E tem potencial para criar novos fãs de automobilismo”, afirma. “É uma categoria interessante e a gente tem conseguido bons contatos de gestão, várias corridas mundo afora, isto vai fazer a diferença”.

Senna discorre sobre as semelhanças e diferenças do bólido da F-E para os de outras categorias, citando a diferença do ruído. “Carro de corrida é carro de corrida, mas é um pouco diferente: ele é monoposto, mas com pneu de carro de rua, então essa parte é um pouco mais difícil de captar perfeitamente. Mas, de qualquer forma, a gente tem carbono e a marcha sequencial; a diferença é que existem horas que você nem ouve o motor do carro, só o vento e o capacete”, diz. “Em uma curva, você consegue ouvir o pneu do carro arrastando, mas é uma coisa que você acostuma fácil. Já,já estaremos com mais confiança”, encerra.

Ainda, um terceiro brasileiro foi confirmado no grid na reta final da preparação: Nelsinho Piquet, que vai competir pela equipe China. "Eu sempre gostei do desafio de competir em diversas categorias de fórmula, por isso estou muito feliz em poder pilotar na F-E", afirmou Nelsinho na ocasião do anúncio. "É uma grande honra participar do primeiro campeonato desta categoria, pois é um novo conceito de automobilismo e muito interessante", completou o piloto de 29 anos.



AS EQUIPES E SUAS DUPLAS


Amlin Aguri

Katherine Legge vai participar da temporada inaugural da F-E pela Amlin Aguri. A inglesa de 34 anos tem vasta experiência internacional e já fez temporadas completas na extinta ChampCar e no DTM, o campeonato de turismo alemão. A última grande categoria por onde Legge passou foi a Indy. Em 2012, a britânica fez dez provas, com destaque para o GP de Fontana, no qual terminou na nona colocação. Legge fechou o ano no 26º lugar, com 137 pontos. Em 2013, a inglesa participou das 500 Milhas de Indianápolis pela Schmidt, chegando na 26ª posição.

António Félix da Costa é um jovem piloto português. Com resultados relevantes na F3 e na GP3, o luso foi anunciado, em 2013, como piloto reserva da Red Bull na F1, se juntando a Sébastien Buemi. Da Costa começou a disputar o campeonato de turismo alemão pela BMW depois de se ver sem a vaga na Toro Rosso – dada a Daniil Kvyat. Em seis provas, o português pontuou apenas em Hungaroring, quando completou no oitavo lugar. O piloto de 22 anos está em 20º na classificação geral.

Andretti

Franck Montagny é um dos nomes mais importantes do grid da primeira temporada da F-E. O francês, que disputou sete etapas em 2006 pela Super Aguri, na F1, é o único nome certo na equipe Andretti. O gaulês apareceu para o cenário mundial em 1998 nas 24 Horas de Le Mans, prova tradicional que disputou até 2012 e foi segundo colocado em 2006 e 2009. O piloto também correu na F3000 e na ALMS, além de ter participado da F-Superliga em 2010. Este ano, Montagny correu as 500 Milhas de Indianápolis, também pela Andretti, como parte dos planos que já o envolviam no time de Michael Andretti. O francês chegou em 22º.

A segunda vaga ainda não foi definida.

Audi

Lucas Di Grassi é um dos principais pilotos envolvidos na realização da temporada 2014 da F-E. O brasileiro correu atrás e conseguiu garantir importantes nomes no primeiro campeonato da categoria. Di Grassi corre com a Audi, mesma equipe da qual faz parte no WEC. O paulista já passou pela F3 Europeia, pela GP2 e chegou ao ápice na F1, quando defendeu as cores da Virgin durante toda a temporada 2010. Di Grassi terminou em 14º no GP da Malásia, sua melhor colocação na principal categoria do automobilismo mundial.

Daniel Abt vem como um dos bons novatos da geração de pilotos alemães. Abt apareceu bem na temporada 2012 na GP3, quando ficou com o vice-campeonato, vencendo duas provas pela Lotus. Na GP2, categoria de acesso para a F1, o germânico correu com as cores da ART em 2013 e, na atual temporada, defende a Hilmer. Abt vem de dois quintos lugares consecutivos conquistados na rodada dupla em Hungaroring.

China

Nelsinho Piquet foi um dos últimos nomes confirmados na temporada 2014/2015 da F-E. O brasileiro testou pela China em Donington e acabou garantindo seu espaço no grid da categoria dos bólidos elétricos. O filho do tricampeão mundial de F1 Nelson Piquet é um dos mais experientes do grid, teve boa passagem pela GP2, onde foi vice em 2006. Estreou na F1 em 2008 como titular da Renault, permanecendo no time até o meio de 2009. Com 19 pontos, terminou o campeonato de 2008 na 12ª colocação. Piquet também ficou quatro anos na Nascar, passando pela Truck Series e pela Nationwide, e estreou na classe principal há pouco mais de um mês, em Watkins Glen, terminando em 26º.

Ho-Pin Tung vai ser o companheiro de Nelsinho Piquet na China. Também conhecido, por sua passagem pela GP2, o chinês ficou marcado pelo elevado número de abandonos. Em três temporadas, o asiático deixou de completar impressionantes 19 provas. Tung também correu durante três anos na F-Superliga. Na Indy, fez duas aparições, ambas com a Dragon: nas 500 Milhas de Indianápolis, sem sequer se classificar, e em Sonoma, onde foi 27º.

Dragon

Mike Conway é a garantia de um nome pesado no grid da temporada 2014/15 da F-E. O inglês fez três temporadas na GP2, vencendo em Mônaco com a Trident, em 2008. Na Indy desde o campeonato de 2009, Conway é especialista nos circuitos mistos e de rua, já acumulando quatro triunfos na categoria americana: duas em Long Beach (uma neste ano), uma em Detroit e uma em Toronto (também neste ano). Em 2014, o britânico corre com o carro #20 da Carpenter, monoposto que é guiado por Ed Carpenter nas provas realizadas em circuitos ovais.

Jérôme D´Ambrosio já realizou também temporada completa na F1. Em 2011 o belga guiou pela Marussia, encerrando o campeonato em 24º. Na Austrália e no Canadá o piloto terminou em 14º, suas melhores colocações na passagem pelo time russo. No ano seguinte, pela Lotus, correu em Monza, completando a corrida em 13º. Na GP2, foram três temporadas, todas pela Dams. No campeonato, destaque para o nono lugar em 2009. Em provas, apenas uma vitória, conquistada em Mônaco, em 2010.

e.dams

Nicolas Prost é filho do tetracampeão mundial de F1 Alain Prost. Atualmente, o francês participa do Campeonato Mundial de Endurance, o WEC, ao lado de Nick Heidfeld e Mathias Beche, ocupando a quarta colocação na classificação geral. Na temporada inaugural da F-E, Prost vai correr ao lado do jovem, porém experiente suíço Sébastien Buemi na e.dams.

Sébastien Buemi surge com pinta de favorito por ter sido o grande destaque dos primeiros testes coletivos da F-E. O suíço de 25 anos já disputou três temporadas na F1, a bordo da Toro Rosso, equipe pela qual estreou com um sétimo lugar na Austrália. Buemi fez dois anos na GP2, atuando pela ART e pela Arden. Hoje, o helvético está na disputa do WEC, representando a Toyota. Buemi, ao lado de Anthony Davidson e Nicolas Lapierre, lidera a temporada, com duas vitórias em três provas.

Mahindra

Karun Chandhok é mais um famoso nome do automobilismo mundial. Mesmo sem grandes resultados na carreira, o indiano passou pela F1 – disputando metade da temporada 2010 pela Hispania –, além de ter participado do WEC, Mundial de GT e GP2, entre outras categorias relevantes. O asiático foi um dos primeiros nomes a serem anunciados no grid da temporada inaugural da F-E e vai ser o parceiro de Bruno Senna na Mahindra.

Bruno Senna é mais um brasileiro confirmado na inovadora categoria dos bólidos elétricos. O piloto paulista tem em sua carreira três temporadas da F1 disputadas, tendo guiado por três equipes diferentes: Hispania, Lotus e Williams. O melhor desempenho de Senna veio em 2012, com o 16º lugar na classificação geral, defendendo o time de Grove. O brasileiro teve importante passagem pela GP2, categoria em que conquistou o vice-campeonato da temporada 2008, pela iSport. Em 2013 e 2014, Senna corre pela Aston Martin, envolvido na disputa do WEC. No Brasil, a última aparição do piloto em provas foi na corrida em duplas da Stock Car, disputada em Interlagos. Ao lado de Antonio Pizzonia, ficou na 21ª colocação.

Trulli

Jarno Trulli aparece como o mais experiente do grid. O italiano de 40 anos é um dos nomes que mais marcaram a F1, tendo participado de temporadas da categoria de 1997 a 2011. Os melhores anos de Trulli foram 2004 e 2005, pela Renault e pela Toyota. Contudo, em sua longa passagem, o italiano só venceu uma vez, no GP de Mônaco, em 2004. Em 2010 e 2011, Trulli esteve na Lotus (hoje Caterham) e não passou de um 13º lugar.

Michela Cerruti é um dos nomes menos conhecidos da F-E. A italiana tem 27 anos e vai ser a companheira de seu compatriota. Em 2014, Cerruti vem pilotando na World Series, onde ocupa o sexto posto na classificação geral com um carro da equipe Super Nova.

Venturi

Nick Heidfeld é mais um piloto que desperta grande atenção antes do início do campeonato. Nome importante na história da F1, o alemão esteve na categoria de 2000 a 2011, tendo ótimas temporadas pela BMW e pela Sauber. Heidfeld foi ao pódio por 13 vezes na principal categoria do automobilismo mundial. Além disto, o germânico de 37 anos é dono de um importante recorde na categoria, completando 41 provas consecutivamente. Hoje, Heidfeld está no WEC, correndo ao lado de Prost e Beche.

Stéphane Sarrazin é um dos principais nomes do WEC e tem vasta experiência também no rali, com bagagem de três temporadas no campeonato mundial. Nas 24 Horas de Le Mans, seu melhor resultado foi obtido em 2013, quando chegou em segundo correndo ao lado de Buemi e Anthony Davidson.

Virgin

Jaime Alguersuari foi o companheiro de Buemi nos tempos de Toro Rosso. Em três anos na principal categoria do automobilismo mundial, o espanhol conquistou seus melhores resultados na Itália e na Coreia, finalizando em sétimo. Ultimamente afastado das pistas, Alguersuari voltou a ser pauta por sua carreira de DJ.

Sam Bird por vezes foi cogitado na F1. Contudo, o caminho que o inglês seguiu foi a F-E. Vice-campeão da GP2 em 2013, Bird venceu cinco etapas na temporada passada. Em 2014, o britânico disputou duas etapas do WEC, chegando em terceiro nas Seis Horas de Silverstone.

 

Comentários